Capítulo Um

Nos tempos das quintas literárias da Nobel

Nos tempos das quintas literárias da Nobel

Precisamos enxergar as saudosas e aguerridas Quintas Literárias da Nobel, encontros de artistas, escritores e leitores, como um legado, algo que não podemos, nem devemos descontinuar.

Por isso, o FLIVIVO reserva um capítulo especial, inteiramente dedicado ao evento que ganhou marca, público, e insistiu em afirmar uma cultura local, uma cultura identitária, e uma cultura artística universal.

Vivemos um momento histórico, na década 20 do Século XXI. Nossos heróis já não morrem por alguma causa. Se houve, um dia, os que prenderam, torturaram, mataram seus críticos e discordantes, há agora os que matam com metralhadoras fictícias simuladas com os dedos. Há os que matam, por alguma crença, por alguns tostões. Há os que matam por matar. Os novos heróis da nova ordem de 20 de XXI não são heróis de coisa alguma. São matadores.

Se nos sentimos assim, asfixiados, ivermectinados, sem oxigênio, sem vacina, morridos por completo, é chegada a hora de desmorrer algo, alguns pedaços restados de indignação, de senso, de humanidade. Para isso, para reflexão, o passado tem serventia. O companheiro passado, mais do que mero registro de crimes e barbáries, mais do que simples recordação melancólica, é conselheiro permanente.

E o nosso passado de cafés literários, das Quintas Literárias, segue encaminhando o futuro. São novas Quintas, novos Sábados, novos saraus, novas cantorias que teimam, pelos cantos de Natal, pelos ecos do elefante.

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